
É nesse deslizar constante e generalizado que se gera o vórtice de passividades, inércias e apatias que a cada instante compromete e esmaga, não só o futuro mas esse conforto que, tão filauciamente, ambicionamos para o tempo presente.
Chegamos ao ponto de tolerar, consentir e permitir que outros decidam e façam aquilo que só a nós competia. E quando já não concordamos, quando já nos sentimos comprimidos pelo nosso próprio cerco, quando já nos dói de tanto doer remetemo-nos, quase sempre, a um ocioso e comprometedor silêncio. E, é na penumbra desse silêncio que medram os medos que nos silenciam.
E um dia, ao acordarmos de manhã, reparamos que apenas os girassóis do nosso jardim sorriem ao sol que passa lesto no firmamento. E mesmo esses, estão, pelo talo, pregados à terra.
Gostei de ler... Mesmo... Alegrou um pouquinho o meu dia cinzentão... Obgd. ;-)